Livraria Antonio Gramsci

   7 de março de 2014

 

Livraria recomenda leituras sobre o Dia da Mulher e as lutas das mulheres

No dia 8 de março se comemora em todo o mundo o Dia Internacional da Mulher. A primeira celebração internacional deste dia aconteceu em 1911, nos Estados Unidos. Passados 103 anos, ainda é necessário um dia especial para lembrar e defender que a mulher seja reconhecida como ser humano e tenha direitos iguais aos do homem no trabalho, na sociedade, em casa, em tudo. Neste boletim destacamos duas obras que tratam da história deste dia: a cartilha produzida pelo Núcleo Piratininga de Comunicação “A origem socialista do dia da mulher” e o livro “As origens e a comemoração do dia internacional das mulheres”, de Ana Isabel Álvarez Gonzales. Também destacamos outras duas obras que têm a mulher como centro: “A mulher na Igreja e na política”, de Maria Isabel da Cruz e “A Mulher na sociedade de classes - mito e realidade”, de Heleieth Saffioti. Para lembrar o nascimento da revolucionária comunista Rosa Luxemburgo, em 5 de março de 1871, propomos a leitura de seu clássico “Reforma ou revolução”. Boa leitura!

As aventuras de Karl Marx contra o Barão de Münchhausen - Michel Lowy

Cartilha A ORIGEM SOCIALISTA DO DIA DA MULHER

NPC

R$ 5

A cartilha, produzida por Vito Giannotti e Claudia Santiado, coordenadores do NPC, traz a história da comemoração do Dia Internacional da Mulher ressaltando sua origem socialista. Didática e repleta de ilustrações feitas pelo cartunista Carlos Latuff, a cartilha questiona a versão de que o 8 de março teria começado a partir de uma greve ocorrida em 1857 em Nova Iorque, quando teriam morrido 129 operárias queimadas vivas. A obra mlembra que o Dia Internacional da Mulher tem uma origem socialista, que remonta ao início do século 20. Inclusive o 8 de março foi fixado a partir de uma greve iniciada no dia 23 de fevereiro (calendário russo) de 1917, na Rússia. Uma manifestação organizada por tecelãs e costureiras de Petrogrado foi o estopim da primeira fase da Revolução Russa. Como escreveu Alexandra Kollontai, membro do Comitê Central do Partido Operário Social Democrata Russo, "nesse dia as mulheres russas levantaram a tocha da revolução". É um ótimo e bem didático material para explicar a história desta data, que precisa continuar sendo lembrada. 

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O Negro no Brasil - Júlio José Chiavenato

As origens e a comemoração do Dia Internacional das Mulheres 

Ana Isabel Álvarez Gonzáles

R$ 18

Durante a 3º Ação internacional da Marcha Mundial das Mulheres foi lançada a tradução para o português de um livro muito interessante de Ana Isabel Alvarez González, “As Origens e a Comemoração do Dia Internacional das Mulheres”. Diversas são as histórias que existem sobre esse dia, que é comemorado no 8 de março, e, neste livro, Ana Isabel Álvarez Gonzáles, apresenta uma possibilidade de desvendarmos esses fatos e mitos sobre uma data tão simbólica para a luta das mulheres e para a sociedade como um todo. A autora revela embates e contradições dentro do movimento socialista quanto ao reconhecimento da importância da igualdade entre os sexos e da libertação das mulheres. Pouco mais de um século depois que as mulheres socialistas reunidas em Copenhague aprovaram a proposta do Dia Internacional das Mulheres, a recuperação do significado dessa data é uma contribuição importante para a reflexão sobre os desafios, as formas de organização e as reivindicações que mobilizam a lutadas mulheres ainda hoje. O livro é da Expressão Popular.

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Getúlio: 1882 - 1930, dos anos de formação à conquista do poder - Lira Neto

A mulher na Igreja e na política

Maria Isabel da Cruz

R$ 18

Maria Isabel da Cruz, em seu estudo sobre a mulher na Igreja e na política,demonstra os desafios que todas as mulheres vivenciam na concretude de suas vidas: entre eles, o patriarcado, que atribui ao homem poder sobre a mulher desde sua infância, visto como natural e reforçado pelas instituições. Suas consequências são constatadas tanto na Igreja como no exercício da política. A autora ponta que, apesar dos esforços de alguns companheiros e muitas companheiras, a luta por igualdade não terminou. Ela analisa o depoimentos de três mulheres dos meios populares que vivenciaram desde a juventude seu compromisso de fé, sua pertença eclesial e sua militância política e tiveram a coragem de disputar pleitos eleitorais, em períodos diferentes, e foram vitoriosas. A autora conclui que a desigualdade de gênero ainda persiste vigorosamente; que a Igreja continua determinando tarefas complementares e subalternas à mulher; que o exercício do poder político para as mulheres é diferente, conforme o que Izalene, então prefeita, declarou: “olha bem este processo, pois atrás destes papéis existe vida, existe gente”. O livro é da editora Expressão Popular.

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Lobotomia e Comunicação - André Lobão

A Mulher na sociedade de classes - mito e realidade

Heleieth Saffioti

R$ 35

Passados quase 50 anos desde sua primeira edição, este livro é considerado um clássico dos estudos de gênero, e sua autora, Heleieth Saffioti, a pioneira na análise da situação das mulheres como um efeito da sociedade de classes. Para Saffioti, o problema da mulher não é algo isolado da sociedade, e superar a opressão feminina só será possível com a destruição do regime capitalista e a implantação do socialismo. O capitalismo pode até se revelar maleável e mesmo permitir e estimular mudanças, mas isto não significa que ele ofereça plenas possibilidades de integração social feminina, já que as características naturais (como sexo e raça) se tornam mecanismos que funcionam em desvantagem no processo competitivo e atuam de forma conveniente para a conservação da estrutura de classes. Esta edição foi publicada pela Expressão Popular.

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O Evangelho segundo Jesus Cristo - José Saramago

Reforma ou revolução

Rosa Luxemburgo

R$ 15

Este livro de Rosa Luxemburgo, publicado originalmente em 1900, agrega dois artigos escritos por Rosa Luxemburgo entre setembro de 1898 e abril de 1899. Os ensaios são uma resposta política a setores do Partido Social Democrata alemão (SPD), agrupados em torno de Eduardo Bernstein. Ao contrário do que defendia a revolucionária, este pensador defendia o “revisionismo”, ou seja, para ele a revolução seria desnecessária, pois se poderia chegar ao socialismo através de reformas graduais do capitalismo. Já para Rosa, as reformas seriam apenas um meio de impulsionar as lutas da classe proletária para a conquista do poder político. Segundo a pensadora polonesa, a finalidade deveria ser, sempre, a verdadeira revolução social.

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