Livraria Antonio Gramsci

   17 de março de 2015

 

Noite de debate na Livraria Antonio Gramsci na quinta, dia 19 

Nesta quinta-feira, 19 de março, a partir das 18h, a Livraria Antonio Gramsci realiza o lançamento do livro Marx Selvagem (compre aqui), do professor de Política Externa Brasileira Jean Tible. Na ocasião, faremos mais um bate-papo entre os presentes. O autor também convidou, os professores e pesquisadores Tatiana Roque (UFRJ), Rodrigo Nunes (PUC-Rio), Alana Moraes (Museu Nacional) e Josué Medeiros (IESP/UERJ) para essa conversa.

Marx Selvagem pode ser considerada uma obra inovadora e provocadora. Propõe um encontro entre Karl Marx e a América Indígena. No livro, o autor critica o paradigma eurocêntrico marxiano do processo do superação do capitalismo, tradicionalmente defendido pela esquerda “ortodoxa”. Como destaca Michael Löwy, no prefácio do livro, Jean e aposta no debate sobre o “comunismo primitivo” ou “romântico” “para criticar a desumanidade do capitalismo e para pensar um futuro comunista.”

O livro destaca as lutas das comunidades originarias, especialmente na América Latina, como um impedimento concreto do processo de acumulação presente nas frentes de expansão desses territórios. E também o protagonismo dos povos indígenas brasileiros na preservação do homem como agente e protetor da natureza, em contraposição à destruição promovida pelas empresas mineradoras e do agronegócio, hoje suportes essenciais no processo de reprodução do capital.

A Livraria Antonio Gramsci fica na Rua Alcindo Guanabara, 17, térreo, Cinelândia (rua da Câmara dos Vereadores, ao lado do Teatro Dulcina).

Trabalhadores e Ditaduras é lançado no Rio de Janeiro

[Por Manuella Soares] O livro Trabalhadores e Ditaduras. Brasil, Espanha e Portugal, lançado na última quinta-feira (12), na Livraria Antonio Gramsci, resgata historicamente o protagonismo dos trabalhadores no enfrentamento ao golpe. Resultado do colóquio internacional Trabalhadores, golpes e ditaduras, realizado no ano passado na Universidade Federal Fluminense (UFF), o livro apresenta uma série de artigos que falam do regime no Brasil, mas também da resistência dos trabalhadores às ditaduras franquista, na Espanha, e salazarista, em Portugal. 

Para um dos organizadores da obra, o historiador e professor da UFF Marcelo Badaró, resta da Ditadura Militar no Brasil, no campo da organização dos trabalhadores, uma estrutura sindical atrelada ao Estado  que mantém o controle da organização das categorias. “Não devemos perder de vista que o fim da Ditadura foi resultado da luta da classe trabalhadora e dos explorados. Mas o fim do regime não significou que a lutas tenham terminado. O atual regime democrático continua servindo à mesma classe dominante que esteve à frente do Estado brasileiro nos últimos 30 anos”.

Autora de um dos artigos e presente ao lançamento, Kênia Miranda falou da destruição dos materiais produzidos por educadores e trabalhadores da educação popular e alfabetização de adultos, nos anos 1960, pelo regime. “Esse material foi destruído, o que interrompeu toda uma visão de que o analfabetismo é uma questão social e precisa ser enfrentada a partir da luta social. Esse debate só pode ser retomado nos anos 1970 e 1980, quando os profissionais de educação se incorporam ao processo de resistência em suas associações e entidades”.

Outro autor presente no lançamento, Marco Pestana falou do processo de remoção das comunidades e favelas do antigo Estado da Guanabara (atual Rio de Janeiro), a partir do golpe e de como esse processo de dominação de classe  ainda se mantém vivo nas remoções e na repressão às classes populares, nas favelas e comunidades das cidades. “A ditadura serviu aos interesses do capital imobiliário, retirando moradores das regiões mais centrais e potencialmente atrativas a determinadas classes de maior renda Ao mesmo tempo, esse capital imobiliário também se beneficia com a construção de conjuntos habitacionais destinados aos moradores removidos”.

O coordenador do Núcleo Piratininga de Comunicação, Vito Gianotti, apresentou o debate com os autores e destacou a importância desse tipo de atividade e da necessidade de mais publicações com textos de autores do campo da esquerda. “Precisamos de mais e mais livros. Vamos deixar a preguiça de lado e escrever e divulgar nossas ideias em espaços como este”.

O livro

Trabalhadores e Ditaduras - Brasil, Espanha e Portugal. Badaró M., Marcello; Vega, Rubén (Orgs). 2014. Consequência Editora. Disponível para compra na livrariagramsci.com.br.

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