Descrição
O livro analisa a relação entre capitalismo, imperialismo e luta de classes, destacando como a burguesia exerce dominação por meio do Estado e de aparelhos privados de hegemonia. Trata-se de uma coletânea com a síntese das principais pesquisas realizadas no Grupo de Trabalho e Orientação (GTO), coordenado pela professora e organizadora Virgínia Fontes.
Vemos entre os artigos o estudo sobre a influência de entidades como o Ipes e a Fundação Roberto Marinho na consolidação de uma ideologia burguesa, além de abordar a reconfiguração do Estado brasileiro durante a ditadura militar e governos posteriores, evidenciando a articulação entre empresariado, políticas neoliberais e imperialismo estadunidense.
A obra ainda investiga o papel de instituições como o Eximbank, o Banco Mundial e a Comissão Trilateral na promoção de interesses capitalistas globais, especialmente no Brasil. Analisando desde a política de extensão rural até a atuação de think tanks como a Brookings Institution, os artigos evidenciam como esses mecanismos reforçam a dominação de classe e, por consequência, como a luta contra-hegemônica exige a construção de uma consciência de classe crítica, capaz de desafiar as estruturas de poder que perpetuam a exploração e a desigualdade no capitalismo dependente.
Virgínia Fontes é doutora em Filosofia pela Université de Paris X e atua como professora de História no programa de pós-graduação da Universidade Federal Fluminense (UFF). Também leciona na Escola Nacional Florestan Fernandes, do MST, e coordena o Grupo de Trabalho História e Marxismo da ANPUH.
Com base marxista, dedica-se à pesquisa, análise e produção teórica sobre temas como capitalismo, imperialismo e luta de classes. Historiadora de formação, Virgínia combina sua trajetória acadêmica com uma intensa atividade intelectual. Entre suas obras estão Reflexões impertinentes – história e capitalismo contemporâneo e O Brasil e o capital-imperialismo – teoria e história, além de diversas publicações em coautoria com outros pesquisadores.




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